Blog de camaradasparna


17/05/2012


SOLIDARIEDADE PARA QUEM LUTA

A justiça burguesa tem endereço certo quando oestado se sente ameaçado, este é o caso da greve dos trabalhandores rodoviários; não ameaçaram se quer o patronato quando não cumpriram o acordo de 6,45% aos trabalhadores, a justiça do trabalho além de mediadora tem tem um papael de estabelecer critérios no campo da dignidade, os trabalhadores não tem culpa de quem não cumpre os acordos, a midia e o patronato fizeram coro e elegeram logo um bode expiatório, os 300% da frota como a lei de greve exige, mais isto poderia ter sido resolvido se os patrões estavam tanto proecupado com os usuários de transportes. A preocupação desses empresários é nada mais de que com os seus lucros e nada mais!

Uma greve justa e vitoriosa, termina hoje com entendimento mais também com ameaças por parte de quem nós esperamos justiça, esta é a face do estado  burguês que tem lado no momento de ameaça, viva  a luta dos trabalhadores que um dia se emancipará com sua luta!

Escrito por camaradasparna às 16h55
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08/05/2012


CRÔNICAS DE UM DENGOSO

Da noite do sábado para o domingo, fui pego a uma moleza no corpo em momento de montagem de um ventilador, em conversa com gente amorosa e fui nocauteado com a zorra total. No domingo acordando com músicas da rádio senado e desconsiderei as dores nas articulações e fui surfar, ainda tropei oito ondas e muito cansado, cinco ondas foram muito boas. Ao sair, percebi as dores com mais intensidade, algo como se eu tivesse levando dois corpos com duas pranchas subindo a balustrada; as ondas estavam perfeitas, repetindo o sábado, com formações terrais, aquelas ondas que forma rasteiras e bem lentas, formatações de quadros artísticos.

Após a ardorosa escalada da balustrada, não tive condições de me levantar pós o banho e frutas, passei o domingo em caixão de defundo, só levantei para encher a pança, vendo a caixinha mágica e com os olhos pesados, esperando o jogo do América e não foi televisionado pela não autorização do a.. e fiquei escutando o jogo pelo rádio, a rádio pli plim e a narração desenhava a vitória do MECÃO... Adormeci com dores e muito frio, inquietação que o Mosquito me deixou ao meu corpo.

Na segunda feira, passei o dia com minha pequena maravilhosa, brinquei e almocei com ela. isto deixava eu esquecer das dores corpo; uma tarde  de caixinha mágica e uma leitura de Graciliano, e nada de  net; noite de reunião partidária e sintese uma candidatura própria e uma articulação de chapa forte na proporcional.

Na terça uma carga pesada sobre o corpo e uma responsabilidade inadiável, pós esta etapa e me reconduzi ao caixão do descanso e me postei a olhar a caixinha mágica e lá assiti uma entreveista fantástica de Gilberto Gil no SEM CENSURA, mágica e fidedigna ao narrador; concluo esta parte da crõnica porque ela termina aqui numa narração verbalizada, esperando dançar reggae, como minha pequena que em uma foto de George revelou seu movimento de corpo bailando, linda!

Escrito por camaradasparna às 19h30
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03/05/2012


Saudações a volta de minhas poesias e textos, que teve ausente nesses 7 meses, agora estamos voltando para garantir o outro lado da poesia e das informações. vida longa ao nosso blog, nest nova fase iremos publicar semanalmente as informações e interpretações do nosso mundo, irei fazer mais divulgação do blog para que tenhamos a volta do público, que venha  primavera do novo camaradasparná. 

Escrito por camaradasparna às 00h14
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18/10/2011


continuação do balanço

Balanço do comitê municipal do PCdoB de Parnamirim/RN ao biênio de 2009/11

Por ocasião a 5ª conferencia organizativa Municipal

 

11.   Neste balanço organizativo do biênio 2009/11, enfrenta grandes debilidades neste campo; o planejamento feito para o ano de 2011 se resume ainda na preparação para as eleições e desajustado na política de base organizativa;

12.   As ações aprovadas no planejamento de 2011 se reduzem ao curso de formação política que resumiu aos servidores (única base orgânica) e a prioridade de organizar as 3 frentes (mulheres, juventude e comunitária), só foi garantida a frente de juventude no esforço de participação ao Cong. Da UMES e posteriormente a nucleação da União da Juventude Socialista-UJS;

13.   Posicionar o partido na tática correta é internalizar e concretizar a carta compromisso do 7º encontro nacional de QUESTÕES DO PARTIDO; garantindo as ações na realidade especifica de Parnamirim, levando em conta o crescimento do partido e sua dinâmica política na vida cotidiana do povo Parnamirinensse;

14.   O PCdoB de PARNAMIRIM, com o acumulo político desde 2002 para cá, nucleado por uma base de direção que vivenciou as transições, fornece e credencia com autoridade de avaliar as saídas e entradas de personalismo político no partido, como parte da cultura oportunista e que não tivemos baixa qualitativa, pelo contrário, tempera o partido para o rumo imunológico de defesa dos princípios e táticas partidária, para que tenhamos uma geração nos próximos dois anos a cuidar melhor do partido;

15.   Aqui seqüencio as tarefas prioritárias neste próximo biênio de 2011 a 2013: ter candidato próprio na eleição de 2012 na majoritária; compor uma chapa proporcional que possibilite eleger um vereador em 2012; criar base nos hoteleiros, na juventude, nos advogados, nos engenheiros, nos bairros de P. de areia/V. do Sol/jokey club e outro que tenham filiados e militantes; realizar um curso de formação política ainda no final do ano e inicio do próximo; garantir o funcionamento do núcleo dirigente e designar tarefas das prioridades a cada um; apresentar um projeto de gestão para a cidade com base no acumulo de estudo dos quadros do partido e fora dele, além de contemplar proposituras dos aliados no curso da luta política;

16.     Para isto reafirmamos o que nosso último balanço reafirmava: “é necessário um projeto político capaz de galvanizar forças aliadas, considerando etapas e ciclos políticos, além da correlação de forças, as linhas mestras deste projeto foi aprovado na 3ª última conferencia municipal do PCdoB, que está registrado assim: O projeto do PCdoB para Parnamirim/RN está centrado na participação no parlamento e num governo democrático e progressista; na atuação permanente da luta teórica e de idéias, além da intervenção sistêmica no Movimento Social e de Massas, com conteúdo político em comum, unificando a ação política. Materializando a distribuição de renda, democratizando o poder público com participação popular e valorizando os aspectos culturais da cidade; pautando uma política de valorização ao serviço público municipal, tanto como do quadro pessoal como de infra-estrutura da máquina de funcionamento. Assim tiramos à arrecadação da prefeitura dos cofres do clientelismo, dos lobistas e de setores políticos que se beneficiam; pautar o dinheiro de todo município em beneficio do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da cidade, dando prioridade ao coletivo e o bem comum. A luta ESTRATÉGICA do PCdoB na atualidade comunga-se nas reformas imediatas para avançar ao objetivo maior- o socialismo, que se fundamenta nas cincos reformas: política ampla e democrática, educacional, tributária, agrária e urbana; e neste contexto Parnamirim se insere com caráter alvissareiro;

 

 

 

 

 

                                                                                                                     Parnamirim, 14 de Outubro/11

 

                       JOCELIN DE LIMA BEZERRA – CELINO

            DA COMISSÃO POLITICA DO PCdoB DE PARNAMIRIM/RN

Escrito por camaradasparna às 23h54
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Cara nova e luta antiga do PCdoB de Parnamirim, para eleger um vereador, na sua conferencia organizativa apresentou seus nomes para a disputa eleitoral de 2012, além de aprovar o balanço, publicado abaixo:

Balanço do comitê municipal do PCdoB de Parnamirim/RN ao biênio de 2009/11

Por ocasião a 5ª conferencia organizativa Municipal

1.       Este é o momento dos comunistas de Parnamirim fazer uma grande reflexão do quadro político e de sua organização, desde os filiados simpatizantes e em especial aos militantes e dirigentes que tem maior tarefa de condução da ação e aplicação partidária;

2.       Registramos aqui um bem vido aos novos camaradas que escolheram o PCdoB para fazer política e aos delegados desta 5ª conferencia, que assumem tarefas para elevar o nível de organização do partido;

3.       Estamos em um momento de profunda crise cíclica do capitalismo, movimentos nunca vistos, no próprio interior da nação capitalista e o desespero dos países europeus; este é o desenho da barbárie já anunciada por K. Marx. O Brasil peca no caminho da política macro-econômica e ganha corpo na política externa, enquanto abre-se perspectiva de lutas por reajustes e melhores condições de vida, na Europa se lutam por não perder direitos básicos constitucionais;

4.       No RN, a vitória das forças do retrocesso (DEM, PSDB E OLIGARQUIAS), coloca o setor progressista na defensiva e com pouca articulação na Assembléia legislativa, já que a mesma é o ninho das oligarquias, respaldada palas amarras da velha política coronelista;

5.       Em Parnamirim/RN, o quadro se coloca no mesmo nível com particularidades diferenciadas e contraditórias; a política gira em torno do governo municipal e suas ações financiadas pelo Governo Federal, com o choro de que a arrecadação está caindo, a gestão Mauricio num passa de um remendo mal feito da gestão Agnelo;

6.       Aqui merece ser destacado, ausência de rumo desta gestão a incapacidade de implementar o saneamento básico já deixado pela gestão passada; a não garantir reajuste aos servidores; as 10 greves desde 2009 dos servidores (saúde, educação, engenheiros); o caos do transito em Nova Parnamirim; entre outras...

7.       O PCdoB entende que nessa conferencia que é preciso dar um salto de articulação dos setores de oposição em Parnamirim; este é o papel do PCdoB, antes que seja tarde; Parnamirim faz parte de um jogo de interesse que até os setores progressista do RN comungam com a atual gestão e as particularidades das contradições políticas é que deve ser explorada, entre elas a incapacidade do grupo político que dirige a prefeitura; a má gestão do dinheiro público e a falta de política social com povo Parnamirinensse;

8.       Nesta quadra, exige-se dos setores de oposição ao desgoverno Mauricio, um bloco de oposição independente de candidaturas e uma plataforma de pontos em comuns e que culmine em uma só candidatura e uma só plataforma;

9.       O PCdoB apresenta nesta 5ª conferencia a pré-candidatura de Walter Fernandes e conclama as outras candidaturas para formar este bloco, respeitando todos os outros candidatos; neste sentido o PCdoB alça a perspectiva de fortalecer uma chapa proporcional que garanta a eleição de vereadores com o perfil a causa do povo de Parnamirim, já que cresceu as vagas de 12 para 18 vereadores.

10.   Na teoria leninista (base teórica do PCdoB), num basta um partido boiando nas articulações políticas das eleições burguesas; é preciso estar enraizado na luta do povo no seu dia-a-dia, ter base sólida e consolidada para garantir as vitórias;

 

 

 

 

 

                                                                                                                     Parnamirim, 14 de Outubro/11

 

                       JOCELIN DE LIMA BEZERRA – CELINO

                         DA COMISSÃO POLITICA DO PCdoB/PARNAMIRIM

 

Escrito por camaradasparna às 23h43
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04/10/2011


a lamúria e o falatório são dois comportamentoS que a ciência define em outros significados

seria o lamento da prisão

aos que estão preso a hipocrisia

bloqueios psicilógicos

ideológicos

porém alguns afetivos

padrões culturais

eis a prisão

liberte seu protesto que não seja em vão!

 

CELINO

Escrito por camaradasparna às 12h16
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01/08/2011


1 de agosto de 2011 16:26
60 de 61 acusações de Kruschev a Stalin são falsas, diz professor

A Verdade entrevistou, por e-mail, Grover Furr, professor da Universidade de Montclair em Nova Jersey, Estados Unidos, e autor do livro Antistalinskaia Podlost (“A infâmia antistalinista”, em tradução livre), lançado recentemente em Moscou. Grover Furr é ph.D. em literatura comparada (medieval) pela Universidade de Princeton, e, desde 1970, ensina na Universidade de Montclair, sendo responsável pelos cursos de Guerra do Vietnã e Literatura de Protesto Social, entre outros.

Suas principais áreas de pesquisa são o marxismo, a história da União Soviética (URSS) e do movimento comunista internacional e os movimentos políticos e sociais. Nesta entrevista, o professor Grover fala de sua pesquisa e afirma que “60 de 61 acusações que o primeiro-ministro Nikita Kruschev fez contra Stalin são comprovadamente falsas”.

A Verdade: Recentemente, um grande número de livros tem sido publicado atacando a pessoa e a obra de Josef Stalin. Como o senhor explica a intensificação desse antistalinismo nos EUA e no mundo?
Grover Furr: Desde o fim da década de 1920, Stalin tem sido o maior alvo do anticomunismo ideológico e acadêmico. Leon Trótsky atacava Stalin para justificar sua própria incapacidade de ganhar as massas trabalhadoras da União Soviética. A verdadeira causa da derrota de Trótsky é que sua interpretação do marxismo – um tipo de determinismo econômico extremado – predizia que a revolução estava fadada ao fracasso a não ser que fosse seguida por outras revoluções nos países industrialmente avançados.

Mas a liderança do partido preferiu o plano de Stalin para primeiro construir o socialismo em um só país. As ideias de Trótsky tiveram (e ainda têm) uma grande influência sobre todos aqueles declaradamente capitalistas e anticomunistas. Os historiadores trotskistas são muito bem acolhidos pelos historiadores capitalistas. Pierre Broué e Vadim Rogovin, os mais proeminentes historiadores trotskistas das últimas décadas, já foram louvados e ainda são frequentemente citados por historiadores abertamente reacionários.

Muitos na liderança do partido em 1930 combateram Stalin quando este lutava por democracia interna no partido e, especialmente, por eleições democráticas para os sovietes. As grandes conspirações da década de 1930 revelaram a existência de uma ampla corrente de oposição às políticas associadas a Stalin. Essas conspirações de fato existiam: os oposicionistas realmente estavam tentando derrubar o partido soviético e assassinar a liderança do governo, ou tomar o poder liderando uma revolta na retaguarda, em colaboração com os alemães e os japoneses.

Nikolai Ezhov, líder da NKVD (o Comissariado do Povo para Assuntos Internos), tinha sua própria conspiração direitista, incluindo colaboração com o Eixo. Visando aos seus próprios fins, ele executou centenas de milhares de cidadãos soviéticos completamente inocentes para minar a confiança e a lealdade ao governo soviético. Quando Stalin morreu, Kruschev e muitos líderes do partido viram que poderiam jogar a culpa por essas grandes repressões em cima de Stalin.

Eles também inventaram muitas outras mentiras escancaradas sobre Stalin, Lavrentii Béria e pessoas próximas aos dois. Quando, bem mais tarde (1985), [Mikhail] Gorbachev assumiu o poder, ele também percebeu que as suas “reformas” capitalistas – o distanciamento do socialismo em direção a relações capitalistas de mercado – poderiam ser justificadas se sua campanha anticomunista fosse descrita como uma tentativa de “corrigir os crimes de Stalin”.

Essas mentiras e histórias de horror permanecem como a principal forma de propaganda anticomunista, hoje, no mundo. A tendência é que elas se intensifiquem, pois os capitalistas estão diminuindo os salários e retirando benefícios sociais dos trabalhadores, caminhando em direção a um exacerbado nacionalismo, ao racismo e à guerra.

A Verdade: O que o levou a se interessar pela história da URSS?
Grover Furr: Quando estava na faculdade, de 1965 a 1969, eu fazia protestos contra a guerra dos EUA no Vietnã. Um dia, alguém me disse que os comunistas vietnamitas não poderiam ser “caras legais” porque eram todos “stalinistas”, e “Stalin tinha matado milhões de pessoas inocentes”. Isso ficou na minha cabeça.

Foi provavelmente por isso que, no início da década de 1970, li a primeira edição do livro O Grande Terror, de Robert Conquest. Fiquei impressionado quando o li! Mas eu já tinha um certo domínio do russo e podia ler neste idioma, pois já vinha estudando literatura russa desde o ensino médio. Então examinei o livro de Robert Conquest com muito cuidado. Aparentemente ninguém ainda havia feito isso!

Descobri, então. que Conquest fora desonesto no uso de suas fontes. Suas notas de rodapé não davam suporte a nenhuma de suas conclusões “anti-Stalin”. Ele basicamente fez uso de qualquer fonte que fosse hostil a Stalin, independentemente de se era confiável ou não.

Decidi, então, escrever alguma coisa sobre o “grande terror”. Demorou um longo tempo, mas finalmente foi publicado em 1988. Durante este tempo, estudei as pesquisas que estavam sendo feitas por novos historiadores da URSS, entre os quais Arch Getty, Robert Thurston e vários outros.

A Verdade: Seu livro Antistalinskaia Podlost foi recentemente publicado em Moscou. Conte um pouco sobre ele.
Grover Furr: Há aproximadamente uma década, fiquei sabendo da grande quantidade de documentos que estavam sendo revelados dos antigos arquivos secretos soviéticos, e comecei a estudá-los. Li em algum lugar que uma ou duas das declarações de Kruschev em sua famosa “fala secreta”, de 1956, foram identificadas como falsas do início ao fim. Daí, pensei que poderia fazer algumas pesquisas e escrever um artigo apontando alguns outros erros de seu pronunciamento da “sessão secreta”.

Nunca esperei descobrir que tudo o que Kruschev disse – 60 de 61 acusações que ele fez contra Stalin e Béria – eram comprovadamente falsas (não pude encontrar nada que comprovasse a 61ª)! Percebi que este fato mudava tudo, uma vez que praticamente toda a “história” anticomunista desde 1956 se baseia ou em Kruschev ou em escritores de sua época.
Verifiquei que a história soviética do período de Stalin que todos aprendemos era completamente falsa. Não apenas “um erro aqui e outro ali”, mas fundamentalmente uma fraude gigantesca, a maior fraude histórica do século! E meus agradecimentos ao colega de Moscou Vladimir L. Bobrov, que foi o primeiro a me mostrar esses documentos, me deu inestimáveis conselhos, várias vezes, e fez um excelente trabalho de tradução de todo o livro. Sem o dedicado trabalho de Vladimir, nada disso teria acontecido.

A Verdade: Em suas pesquisas, o senhor teve acesso direto a arquivos soviéticos abertos recentemente. O que esses documentos revelam sobre os “milhões de mortos” sob o socialismo, especificamente no período de Stalin?
Grover Furr: Considerando que pessoas morrem a todo instante, eu suponho que você esteja falando de mortes “excedentes”. A Rússia e a Ucrânia sempre experimentaram fomes a cada três, quatro anos. A fome de 1932-33 ocorreu durante a coletivização. Sem dúvida, um número maior de pessoas morreu do que teria morrido naturalmente.

No entanto, muito mais pessoas iriam morrer em sucessivas fomes – a cada três, quatro anos, indefinidamente, no futuro – se não fosse feita a coletivização. A coletivização significou que a fome de 1932-33 foi a última, com exceção da grave fome de 1946-1947, que foi muito pior, mas isso devido à guerra. E, como mencionei anteriormente, Nikolai Ezhov deliberadamente matou milhares de pessoas inocentes.

É interessante considerar o que poderia ter sucedido se a URSS não houvesse coletivizado a agricultura e não tivesse acelerado seu programa de industrialização, e se as conspirações da oposição nos anos 1930 não tivessem sido esmagadas. Se a URSS não tivesse feito a coletivização, os nazistas e os japoneses a teriam conquistado. Se o governo de Stalin não houvesse contido as conspirações direitistas, trotskistas, nacionalistas e militares, os japoneses e os alemães teriam conquistado o país.

Em qualquer um desses casos, as vítimas entre os cidadãos soviéticos teriam sido muito, muito mais numerosas do que os 28 milhões mortos na guerra. Os nazistas teriam matado muito mais eslavos ou judeus do que mataram. Com os recursos, e talvez até mesmo com os exércitos da URSS do seu lado, os nazistas teriam sido muito, muito mais fortes contra a Inglaterra, a França e os EUA.

Com os recursos soviéticos e o petróleo de Sakhalin, os japoneses teriam matado muito, muito mais americanos do que fizeram. O fato é que a URSS sob Stalin salvou o mundo do fascismo não apenas uma vez, durante a guerra, mas três vezes: pela coletivização; pelo desbaratamento das oposições direitista-trotskista-militares e também na guerra. Quantos milhões isso dá?

A Verdade: Alguns autores vêm tentando encontrar semelhanças entre Stalin e Hitler, e alguns até chegam a afirmar que o suposto “stalinismo” foi “pior” que o nazismo. Existia realmente alguma ligação entre Stalin e Hitler?
Grover Furr: Os anticomunistas e os pró-capitalistas não discutem a luta de classes e a exploração. De fato, eles ou fingem que essas coisas não existem ou que não são importantes. Mas a luta de classes causada pela exploração é o motor da história. Então omitir isso significa falsificar a história.

Hitler era um capitalista, um anticomunista autoritário de um tipo que é comum em vários países capitalistas. Stalin liderou o Partido Bolchevique e a URSS quando os comunistas em todo o mundo estavam lutando contra todo tipo de exploração capitalista. Sempre que dizemos “pior”, devemos sempre nos perguntar: “Pior para quem?”.

A URSS e o movimento comunista durante o período de Stalin foram definitivamente “piores que o nazismo” — para os capitalistas. Essa é a razão de os capitalistas odiarem tanto Stalin e o comunismo. O movimento comunista durante o período de Lênin e Stalin, e ainda por um bom tempo depois, foi a maior força de libertação humana da história. E novamente devemos nos perguntar: “Libertação de quem? Libertação do quê?”. A resposta é: libertação da classe trabalhadora de todo o mundo, da exploração capitalista, da miséria e das guerras.

A Verdade: Um dos ataques mais frequentes a Stalin é que ele seria responsável pela fome na Ucrânia, em 1932-1933, também chamada de Holodomor. Esta versão da história corresponde ao que realmente ocorreu?
Grover Furr: O “Holodomor” é um mito. Nunca aconteceu. Esse mito foi inventado por ucranianos nacionalistas pró-fascistas, junto com os nazistas. Douglas Tottle comprovou isso em seu livro Fraud, Famine and Fascism (1988). Arch Getty, um dos melhores historiadores burgueses (isso é, não marxistas, não comunistas), também tem um bom artigo sobre isso. Até o próprio Robert Conquest deixou de defender sua antiga versão de que os soviéticos deliberadamente causaram a fome na Ucrânia.

Nenhuma sombra de prova que poderia confirmar essa visão jamais veio à luz. O mito do “Holodomor” persiste porque ele é o “mito fundacional” do nacionalismo direitista ucraniano. Os nacionalistas ucranianos que invadiram a URSS juntamente com os nazistas mataram milhões de pessoas, incluindo muitos ucranianos. Sua única “desculpa” é propagandear a mentira de que eles “lutaram pela liberdade” contra os comunistas soviéticos, que eram “piores”.

A Verdade: Deixe uma mensagem para os trabalhadores brasileiros.
Grover Furr: Lutem pelo comunismo! Todo o poder à classe trabalhadora de todo o mundo!

Fonte: blog ContextoLivre

Escrito por camaradasparna às 20h15
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02/07/2011


Não é 27 anos
mais é 27 o dia que tudo começou
é 7 meses
com 210 dias
com 5 mil e 40 horas
de lembrança
afetiva
de dúvidas subjetivas
implicância repetidas
e duvidosas
mais duas pessoas orgulhosas
de uma escolha acertada
copartilhadas
tesão, gozo e alegria
tudo por um dia
por um desejo
uma vontade
de gosto que arde
quando estamos distantes
vida longa
ao incio
sem decreto do fim

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Escrito por camaradasparna às 10h51
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23/06/2011


 

EM VEZ DE COMPRAR COMIDA NO SUPERMERCADO, VAMOS ESPERAR CAIR DO CÉU.

O Estado de S. Paulo
30/06/2010

Sob o autoexplicativo título Farms Here, Forests There (Fazendas Aqui, Florestas Lá), foi publicado nos Estados Unidos, em maio, estudo patrocinado pela National Farmers Union (Associação Nacional de Fazendeiros) e pela organização não-governamental Avoided Deforestation Partners (Parceiros contra o Desmatamento, em tradução livre).

A autora principal do relatório é Shari Friedman, ex-funcionária do governo Clinton, quando trabalhou na Environmental Protection Agency (EPA, a Agência de Proteção Ambiental), analisando políticas domésticas de mudanças climáticas e competitividade internacional. Ela também fez parte da equipe norte-americana de negociações para o Protocolo de Kyoto, que os Estados Unidos se negaram a assinar.

O tema do relatório é a perda de competitividade da agroindústria norte-americana diante dos países tropicais, principalmente o Brasil. A tese principal do estudo é que a única forma de conter essa perda de competitividade é reduzir o aumento da oferta mundial de produtos agropecuários, restringindo a expansão da área agrícola nos países tropicais pela promoção de políticas ambientais internacionais mais duras.

Segundo o relatório, "a destruição das florestas tropicais pela produção de madeira, produtos agrícolas e gado tem levado a uma dramática expansão da produção de commodities que competem diretamente com a produção americana". Desse modo, "a agricultura e as indústrias de produtos florestais dos Estados Unidos podem beneficiar-se financeiramente da conservação das florestas tropicais por meio de políticas climáticas".

O estudo avalia que "acabar com o desmatamento por meio de incentivos nos Estados Unidos e da ação internacional sobre o clima pode aumentar a renda agrícola americana de US$ 190 bilhões para US$ 270 bilhões entre 2012 e 2030". Esse aumento incluiria benefícios diretos de US$ 141 bilhões, decorrentes do aumento da produção de soja, carne, madeira e substitutos de óleo de palma, e economias indiretas de US$ 49 bilhões, em razão do menor custo da energia e de fertilizantes, pela redução das medidas compensatórias associadas à diminuição das florestas tropicais, ou seja, na medida em que os países tropicais poluírem e desmatarem menos, eles poderiam poluir e desmatar mais, sem ter de pagar por isso comprando créditos de carbono e outras medidas mitigadoras.

A candura com que eles tratam do tema é comovedora. O estudo revela que na cabeça deles não passamos mesmo de um fundo de quintal que precisa ser preservado para que eles possam destruir o resto do mundo com a consciência tranquila e, principalmente, com o bolso cheio.

Já vai longe — e sem saudades — o tempo em que a sociedade brasileira se curvava, sem questionamentos e sem esperneio, à tutela dos países ditos do Primeiro Mundo. Hoje é inadmissível pensar que países livres tenham de se submeter às manipulações econômicas de outras nações.

O aspecto trágico dessa proposta é a completa ausência de responsabilidade social dos agricultores norte-americanos, que veem a agricultura apenas como uma forma de aumentar sua própria fortuna, e não como a solução para a questão da fome no mundo. Ao produzir mais alimentos — e, com isso, mantendo seus preços mais acessíveis aos países pobres —, o Brasil ajuda a evitar que essa epidemia terrível se espalhe ainda mais no planeta.

Houve ainda uma época em que a divisão internacional do trabalho imposta pelos países ricos reservava para eles a produção de bens manufaturados e aos países pobres, o fornecimento de bens agrícolas e matérias-primas. Hoje se vai estabelecendo uma nova divisão: os Estados Unidos e a Europa transformaram-se em economias de serviço e grandes produtores e exportadores agrícolas, enquanto a produção industrial se deslocou para a Ásia.

Nesse novo esquema, países como o Brasil deveriam, na opinião deles, cumprir um novo papel: tornar-se uma espécie de "área de preservação permanente global". Com isso se resolveriam dois problemas: o comercial, pois sua produção agrícola ineficiente se viabilizaria pela redução da oferta e pelo aumento dos preços internacionais; e o ambiental, porque garantiríamos a compensação necessária para que eles continuem a manter seu atual padrão de consumo, que exige a exploração dos recursos naturais globais acima da capacidade que a natureza tem de repô-los.

Tudo isso funcionaria muito bem, não fosse o fato de sermos um país de mais de 190 milhões de habitantes, que precisam satisfazer as mesmas necessidades básicas que os americanos e europeus e têm as mesmas aspirações de progresso material e espiritual, cada vez mais parecidas e universais no mundo globalizado. Sim, nós também temos direito à felicidade nos mesmos moldes dos europeus ocidentais e dos norte-americanos!

Faz sentido, portanto, a defesa "desinteressada" que eles fazem dos chamados "povos da floresta". Além de sua expressão quantitativa reduzida, esses brasileiros têm um padrão de consumo que não compete com eles no uso dos recursos naturais e torna perfeitamente viável o esquema de "fazendas lá e florestas aqui".

Só não dizem o que fazer com os 190 milhões de nossa população que não vivem nas florestas e precisam produzir comida e outros bens para ter um padrão de vida digno. Para estes eles têm a solução que já aplicam na África, depois de arruinarem a produção local de algodão, milho, tomate e outros alimentos, com os subsídios milionários que dão aos seus próprios fazendeiros: a chamada "ajuda humanitária".

A continuar nesse ritmo, em vez de comprar comida nos supermercados, vamos acabar tendo de esperá-la cair do céu em fardos atirados pela Força Aérea Americana ou distribuídos pela Cruz Vermelha e pelo Greenpeace.

Aldo Rebelo é deputado federal (PCdoB-SP), relator do Código Florestal, presidiu a Câmara dos Deputados e foi Ministro de Relações Institucionais no governo Lula

Escrito por camaradasparna às 11h59
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16/05/2011


Este quadro faz parte da poesia de pedro simões, lindo... 

Escrito por camaradasparna às 14h08
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12/05/2011


Confira a íntegra da Nota:
 
Novo Código Florestal: Relatório de Aldo Rebelo é base para o consenso entre produção e preservação ambiental
O debate sobre o novo Código Florestal – depois de meses de discussão – chega a um momento decisivo. A Câmara dos Deputados anuncia que encaminhará em breve sua votação. A sociedade brasileira – em especial os segmentos vinculados às atividades agrícolas, pecuárias ou de silviculturas – se pronuncia e aguarda o desfecho desta questão. Esta expectativa deriva do fato de milhões de agricultores se encontrarem na ilegalidade devido a um emaranhado de normas e leis vigentes, que objetivamente não conseguem compatibilizar, a partir da realidade, o necessário equilíbrio entre produção e preservação ambiental. Os ambientalistas e todos aqueles que lutam por esse imprescindível equilíbrio também explicitam suas ideias e acompanham o desenlace desse processo.
O Partido Comunista do Brasil, empenhado, no presente, pela realização de um novo projeto nacional de desenvolvimento que contemple simultaneamente produção de riquezas, distribuição de renda e preservação de recursos naturais, adota sobre este tema o seguinte posicionamento:
1) Apoiar o trabalho do deputado federal Aldo Rebelo como relator do projeto do novo Código Florestal. Rebelo – atendendo a apelos de vários líderes partidários – aceitou o desafio de liderar a redação dessa temática complexa que há muito exige solução. Adotou o diálogo e o amplo debate com os diferentes setores da sociedade como método de trabalho. Por mais de um ano percorreu o país em inúmeras audiências públicas, conhecendo de perto a realidade viva e concreta da produção de alimentos no Brasil. Em suma, ouviu empresários e trabalhadores; agricultores pequenos, médios e grandes; ambientalistas, cientistas, pesquisadores; lideranças políticas e sociais. Com base nesse procedimento, construiu um relatório que é base para um acordo que envolve múltiplos interesses nacionais. Diante de problema tão importante quanto controverso, o Relatório de Aldo Rebelo cria condições para um consenso nacional – o máximo possível.
2) O teor do Relatório abriu caminho para esse consenso porque situa devidamente a dimensão da produção agropecuária no projeto nacional, levando em conta a situação de milhões de agricultores já estabelecidos de fato. Outro mérito: ele se regeu pela diretriz de procurar harmonizar a produção agropecuária com a preservação ambiental, não em cenário abstrato, mas segundo o que é real e concreto no território brasileiro.
3) O PCdoB, ao apoiar o Relatório de Aldo Rebelo e enaltecer sua conduta política nesta tarefa, ressalta – nestes momentos finais em que se estabelecem, de modo transparente, os acordos para viabilizar a aprovação da nova Lei – determinadas diretrizes nele já presentes. A primeira se refere às Áreas de Preservação Permanente, as APPs, e às áreas de Reserva Legal. Estes dispositivos reafirmados no Relatório demonstram o compromisso da Nação brasileira com seus recursos naturais. Ao contrário dos Estados Unidos da América e de países europeus que, praticamente, destruíram suas florestas e outros recursos naturais, e hoje tentam ditar regras ambientais para o resto do mundo. É preciso uma judiciosa arbitragem entre produção já existente e meio ambiente no que concerne às APPs e Reservas Legais. Outra baliza presente no texto de Rebelo – que o PCdoB ressalta – se refere aos direitos dos pequenos proprietários. Na realidade da estrutura agrária e fundiária brasileira, o Relatório corretamente adota medidas que atendem aos interesses dos pequenos proprietários e, também, da agricultura familiar. Sem essas medidas, as pequenas propriedades podem ter sua existência invibializada.
Finalmente, o PCdoB ressalta a importância do novo Código Florestal como um marco legal que se alicerça na soberania dos brasileiros para decidir sobre a ocupação e uso do território de sua pátria. O mundo nos acompanha com expectativa para ajudar a humanidade a dar respostas às suas necessidades de nutrição e alimento. O conteúdo do novo Código Florestal deverá possibilitar ao Brasil alimentar seu povo e contribuir para combater a fome no mundo sem destruir o meio ambiente.
O PCdoB luta por uma Nação soberana, desenvolvida e socialmente justa. O novo Código Florestal poderá contribuir para este objetivo.
 
Brasília, 28 de abril de 2011.
A Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil – PCdoB
 
 
Fonte: www.vermelho.org.br

Escrito por camaradasparna às 10h48
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28/04/2011


"Meu Maio" (Vladimir Maiakovski)
A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu maio!
Sou camponês - Este é o meu mês.
Sou ferro –
Eis o maio que eu quero!
Sou terra –
O maio é minha era! 
 

Escrito por camaradasparna às 22h09
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18/04/2011


25 a 29 de abril de 2011 -

XII Semana em Defesa e

25/04: (segunda-feira) -

Coletiva de imprensa – Apresentação

26/06 (terça-feira) -

Audiência pública nas casas legislativas

para apresentar o

PNE que o Brasil quer.

27/04 (quarta-feira) -

Mobilização Nacional com aulas

28/04 (quinta-feira) -

Reflexões nas salas de aula sobre

29/04 (sexta-feira) -

Debate nas escolas com a comunidade

9 a 13 de maio de 2011 -

Semana de mobilização

11 de maio de 2011 -

PARALISAÇÃO NACIONAL

Em todo o Brasil: Atos nas Câmaras e Assembleias

Legislativas, audiências com Prefeitos e Governadores

pela aplicação da Lei do Piso, Piso para todos(as).

pelo Piso Salarial e aprovação do PNE em 2011.

sobre a Educação que temos e a educação

que queremos.

a contribuição da educação escolar para melhorar

a vida na comunidade e a formação profissional. Debater

a meta da Gestão Democrática no PNE.

públicas nas ruas e praças apresentando e exigindo

planos de educação nas três esferas de governo. O

objetivo desta atividade é levar o debate sobre o PNE

para a população. Foco nas metas 17, 19 e 20, além

da profissionalização dos funcionários da educação.

de diagnóstico sobre a educação básica pública,

com ênfase nos aspectos do acesso, permanência,

aprendizagem e valorização profissional.

Promoção da Educação Pública

Escrito por camaradasparna às 23h07
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Escrito por camaradasparna às 19h55
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11/04/2011


Salário mínimo ameaça meta de inflação em 2012

Por AE

O aumento de quase 14% no salário mínimo previsto para 2012 deve injetar no consumo das famílias cerca de R$ 9 bilhões adicionais, segundo cálculo da LCA Consultores, e dar mais combustível para a escalada da inflação. Essa montanha de dinheiro pode dificultar o trabalho do Banco Central (BC) para trazer a inflação ao centro da meta de 4,5% em 2012, alertam economistas.

 

Mesmo com essa enorme pedra no caminho do BC para combater a inflação, a autoridade monetária revelou em seu último Relatório Trimestral de Inflação que pretende atingir o centro da meta só em 2012. Para este ano, adota uma estratégia mais gradualista para segurar a alta de preços, elevando em ritmo moderado a Selic (a taxa básica de juros).

 

O reajuste do salário mínimo é um preço já contratado na economia pela Lei 12.382, de 25 de fevereiro de 2011. Leva em conta o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores (no caso de 2012, o crescimento de 7,5% do PIB de 2010) e a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 12 meses anteriores ao período do reajuste. Para este ano, a projeção para o INPC é algo em torno de 6%. Isso resultará num aumento do salário mínimo em 2012 de cerca de 14%.

 

Apesar de a preocupação em relação ao reajuste do mínimo em 2012 não transparecer nos relatórios do BC, fontes do mercado dizem que esse foi um dos principais pontos de discussão em reuniões recentes da autoridade monetária com analistas. "O reajuste do mínimo de 2012 dá rigidez à inflação e deve manter o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acima do centro da meta em 2012. No ano que vem, a inflação deve ficar em pelo menos 5%", prevê o diretor da RC Consultores, Fábio Silveira.

 

Felipe Salto, economista da Tendências, concorda com Silveira. Para ele, com o reajuste do mínimo, "ficará mais difícil atingir o centro da meta de 4,5% em 2012". Ou pelo menos mais custoso. Isto é, se o ajuste fiscal não for feito pelo governo, será necessária uma elevação maior nos juros para conter a inflação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Escrito por camaradasparna às 13h14
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