21 de Dezembro de 2009 - 20h29

Ipea: maioria das cidades não oferece atividade cultural gratuita

Mais da metade dos municípios brasileiros não contam com qualquer programa de cultura bancado pelo poder público nem com instituições que ofereçam entretenimento de graça. O dado consta de levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Os dois estados mais ricos são justamente os que mais centralizam a oferta de cultura gratuita. Em Minas Gerais, 19% das cidades não têm estabelecimentos públicos para esse fim, enquanto em São Paulo falta oferta em 10% dos municípios.

Em todo o país, 2.953 das 5.564 cidades, ou 53% do total, não têm instituição que ofereça diversão com recursos públicos. Ao detalhar o estudo, o Ipea descobriu, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que 82,6% dos municípios não têm museus. A maioria deles (37%) está no Nordeste.

A pesquisa também revela que as atividades culturais estão mais próximas dos grandes centros. Os municípios com mais de 100 mil habitantes — que são apenas 4% do total — concentram 74% do consumo cultural do país. Outro dado preocupante é que apenas 10% da população frequenta bibliotecas assiduamente. Apesar disso, o Ipea aponta que a quantidade de municípios que não tinham biblioteca caiu de 19% em 1999 para 11% em 2006.

Segundo o presidente do Ipea, Márcio Pochmann, a obrigação de oferecer entretenimento cultural não é apenas do governo. “O setor privado pode fazer o que o Estado não faz. Mas o papel do poder público é crucial, principalmente para as populações de baixa renda, que não podem pagar, por exemplo, por ensino e saúde privados”, ressalta Pochmann. “Há um descompasso muito grande entre avanço econômico e a vida urbana do século 21.”

Quando se fala especificamente de teatro, apenas 16% dos municípios brasileiros (905) têm espaços para espetáculos. Outras 967 cidades têm museus, o que corresponde a 17% do total. “A população aqui nunca viu uma peça de teatro”, diz o secretário de Educação do município de Anori (AM), Carlos Castro. A cidadezinha tem 13 mil habitantes e nenhum museu e cinema.

Educação

O estudo do Ipea, intitulado “Presença do Estado no Brasil: Federação, suas Unidades e Municipalidades”, mapeou também a participação dos governos na área da educação. Nesse setor, os pesquisadores descobriram que cerca de 971 mil habitantes não têm acesso direto ao ensino médio porque 46 municípios simplesmente não oferecem escolas desse tipo.

O município amapaense de Ferreira Gomes, com 5 mil habitantes, é um dos que não oferecem matrícula no ensino médio. Os alunos que completam o ensino fundamental são obrigados a seguir para a cidade mais próxima, Tartarugalzinho, caso queiram continuar os estudos. “A viagem de barco é demorada, dura 3 horas, e os alunos acabam desistindo”, diz Roberto Miranda, técnico da Secretaria Municipal de Educação de Ferreira Gomes.

De acordo com o levantamento do Ipea, apenas 2,8% dos municípios brasileiros têm estabelecimento público de ensino superior. Desses, 23,6% se localizam em São Paulo, o que demonstra grande concentração geográfica das universidades públicas.

“O maior problema é que universidade virou fonte de lucro, apesar de a Constituição determinar que as escolas tenham que funcionar sem fins lucrativos. Como no interior o poder aquisitivo da população é baixo, os empresários do setor não têm interesse em expandir o ensino superior nos lugares mais distantes”, diz Cláudio Marinho, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

Em outro estudo, o Ipea já havia constatado que apenas a metade dos jovens brasileiros de 15 a 17 anos frequenta o ensino médio na idade adequada e que 44% dos estudantes nessa faixa etária ainda não concluíram o ensino fundamental.

O acesso ao ensino superior é ainda mais difícil. Apenas 13,6% dos jovens de 18 a 24 anos chegam a uma universidade. Dos que iniciam o ensino médio, apenas 30% conseguem completar essa etapa de ensino.

Sem entrar em campo

A pesquisa do Ipea apurou que 22% dos municípios brasileiros não têm quadras esportivas mantidas pelo poder público. Um programa considerado prioritário pelo governo federal tenta justamente combater a violência nas cidades abrindo as escolas que têm esse espaço para a comunidade durante o fim de semana.

Em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belém, o projeto tem dado resultado positivo. No entanto, em 1.245 municípios o programa não pode ser aplicado simplesmente porque não há espaço para práticas esportivas.

A maioria das cidades que não contam com quadras está no Norte e no Nordeste. Na cidade de Bennach, no Pará, as aulas de educação física são feitas na rua porque não existe espaço esportivo para as crianças.

“O maior problema nem é a falta de espaço, pois a gente dá aula até de futebol num campinho aqui perto. A questão é que os professores não conseguem desenvolver o cronograma estabelecido pela Secretaria de Educação”, reclama o diretor da Escola Municipal Professora Santana Marques, João Rodrigues.

Da Redação, com informações do Correio Braziliense


Vida longa a emancipação política de Parnamirim

Amanhã completará 51 anos da emancipação politica de menina cidade, na vida politica do estado do RN; Parnamirim é uma cidade nova na vida política do estado potiguar, sua emancipação tem feições militares e de interesses familiares na época (não deixando de considerar aspectos culturais e provincianos), hoje sua emancipação se dá pela caracteristica de um povo mais experiente - se falando em independência politica- acredito nesta tendência, apesar de pouca influência.

A composição social tem seu divisor de águas, na parte leste unem-se os abastados do sul da capital potiguar, a parte norte tem conteúdo de classe média e do sul ao oeste, tem sua maioria periférica e bolsões da barbárie; nenhum demérito, apenas retrato como toda cidade se compõe nesse sistema capitalista das grande metropóles.

A cidade tem perfil operário, provinciana e de destaque interiorana; quantas comunidades de outras cidades se indentificam e se rotulam para mostrar o orgulho de onde veio, dando visibilidade de seus costumes e linguajar, irmanando a outros que se encontram em Parnamirim.

Parnamirim é o corredor da grande maioria das pessoas que vem a capital, é o interior quase Natal, aliás melhor dizendo; é filha de Natal. Natal deu a luz a Parnamirim, porque o território GEOGRÁFICO de Parnamirim era de Natal, com sua emancipação em 1949 é que foi dada para ser Parnamirim.

Hoje esta cidade completa 51 anos, cheguei aqui e vi esta cidade menina crescer, ontem mato, hoje quarteirões de cimentos; ontem ruas com poeiras, hoje mormaço do asfalto; ontem piston como notícia, hoje crimes-GREVES-destaques culturais e terceira cidade do RN. Assim vivo Parnamrim, como um cosmopolita andarilho quase filho dela.

Com sua diversidade cultural, respira ainda a procura de sua indentidade que a população que adotou para viver, não formataram tal caraceristicas e por ser uma cidade nova, vai tomando feições de sua própria realidade.

Ensejo aqui as novas gerações Parnamirinenses, vida longa e entrego uma tarefa; a de fazer uma nova cidade com respeito a antiga história dos provincianos, que nela moram o principio da emancipação que gozamos e construimos hoje.  

                                                                                                                    Parnamirim, 16/12/09

                                                                           Jocelin Bezerra - CELINO

    

Corrupção de A/Z: Aécio, Arruda, Azeredo….

Gilson Reis *

Os esquemas de “caixa dois” de Minas Gerais ficaram conhecidos nacionalmente a partir da descoberta do “valerioduto”, planejado e desenvolvido pelo Governador tucano Eduardo Azeredo nas eleições de 1998. Entretanto, o mensalinho mineiro, assim batizado pela mídia nacional, foi alçado a condição de réu pela justiça tupiniquim somente na última semana pelas mãos dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.

Por maioria absoluta o STF abriu processo criminal contra o ex-governador tucano derrotado nas eleições daquele ano.

O atual governador mineiro, que possivelmente fora contemplado naquela ocasião pelo esquema de corrupção promovido por Marcos Valério, saiu nos últimos dias em defesa do Senador Tucano. O motivo é perfeitamente compreensível: após o pleito de 1998 o então Deputado Federal Aécio Neves assumiu a condição de líder do Presidente FHC e Presidente da Câmara dos Deputados, o que possibilitou em 2002 sua eleição para o primeiro mandato de governador de Minas. Esta trajetória vitoriosa do governador mineiro tem muito haver com a estrutura construída naquele período. Atualmente luta desesperadamente para disputar as eleições de 2010 como candidato a Presidência da República pela chapa liberal conservadora.

O governador Aécio Neves ao sair em defesa do Senador Eduardo Azeredo buscou fortalecer seus laços com seu desafeto público e fortalecer sua pré-candidatura no interior do PSDB. Nesse mesmo sentido o Governador Mineiro até poucos dias dizia pelos quatro cantos do país que o Governador de Brasília, José Roberto Arruda, era o mais eficiente e moderno governante da atual geração de líderes do país. A admiração do governador mineiro pelo líder democrata era tamanha, que na semana passada, o Governador Arruda seria o principal orador em ato solene que ocorreria na Assembléia Legislativa de Minas Gerais promovido pelo atual ocupante do Palácio da Liberdade. A atividade política foi Suspensa às pressas devido ao escândalo provocado pelo líder democrata.

Mas, não era somente o governador de Minas Gerais que desfilava toda simpatia ao Governador Arruda. Em Julho deste ano a Revista Veja trouxe em suas páginas amarelas uma longa entrevista com o governador do Distrito Federal, dando-lhe a condição de um governo íntegro, eficiente, rigoroso na administração dos interesses públicos. Ademais, vendeu a imagem de um homem sério que deu a volta por cima, mesmo depois do escândalo do painel do Senado. Conforme a revista Veja, o Governador José Roberto Arruda teria se transformado numa grande e promissora liderança nacional.

Feito esse breve relato de uma pequena amostragem da corrupção que impera no país, poderia enumerar dezenas de outros episódios não citados, como o recente caso da Governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crussis. Não pretendo explorar todas as letras do alfabeto, por que obviamente demandaria páginas e páginas desse artigo. Então, peço clemência e dirijo-me ao principal objetivo do artigo: as eleições de 2010.

Desde os primórdios da República a elite conservadora brasileira transforma as eleições presidenciais em palco de discussão da moralidade, abstraindo do debate os grandes temas que evoca uma disputa desta natureza. Para citar alguns exemplos clássicos cito o General Dutra, o Presidente Jânio Quadros com a vassourinha e Fernando Collor de Mello com os marajás. Em todos estas disputas eleitorais a população brasileira foi direcionada e condicionada a debater a corrupção, em detrimento dos grandes temas nacionais. Essa forma de fazer política tem origem na república velha mais precisamente na UDN e manteve-se viva na estrutura de poder, incrustado no interior do Estado brasileiro, a partir de suas organizações paralelas, em especial a grande mídia.

Neste contexto é importante lembrar que transformaram a CPI dos correios, em mensalão do governo Lula, e na seqüência em crise institucional. O que não ficou claro naquele período é que o esquema de “caixa dois” de 1998 do Governador Eduardo Azeredo tinha sido o precursor do escândalo de 2005. A tentativa mais uma vez da elite liberal conservadora foi transformar as eleições de 2006 entre éticos e não éticos, deixando de lado o debate político, que naquele período se dividia entre dois projetos antagônicos: o neoliberal e o desenvolvimentista. Felizmente o projeto comandado pelo governo Lula saiu vitorioso, mesmo com todo o tensionamento provocado pelos setores conservadores e pseudomoralistas da sociedade brasileira.

Neste sentido, as denúncias dos últimos dias, apesar de nos deixar ainda mais indignados e descrentes com o processo político brasileiro, abre uma grande possibilidade de transformar as eleições de 2010 num debate franco e aberto, colocando na pauta política nacional os principais dilemas e entraves do país, bem como indicar os caminhos a percorrer para que possamos superar esses desafios históricos.


Muito são as questões de fundo, as relações internacionais, a política macroeconômica, as reformas estruturais que o país muito necessita, a política de geração e valorização do emprego, a reforma agrária, a exploração do pré-sal e muitos outros temas que estão na pauta e precisam de debate franco e responsável.

Contudo, é preciso afirmar que o processo eleitoral esta somente começando. Como também devemos reafirmar que o Brasil inicia um novo ciclo histórico com extraordinário potencial político, econômico e social. Porém, para iniciar esse novo ciclo será preciso algumas iniciativas inadiáveis. A primeira é sem sombra dúvida uma ampla e profunda reforma política, que aprofunde a democracia, amplie a participação popular, defina o financiamento público de campanha e estabeleça medidas duras e severas para evitar desvio de dinheiro.

Do mesmo modo, é preciso ressaltar que os escândalos de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Distrito Federal são apenas esquemas regionais que vieram à tona devido à interferência da Polícia Federal e do Ministério Público. Provavelmente nenhum governo estadual passaria pelo crivo da moralidade, pois, em sua grande maioria, foram eleitos pelo caixa dois e esquemas de obras públicas superfaturadas. Dessa forma, ou mudamos a estrutura eleitoral carcomida e corrupta que impera nas eleições ou então seremos permanentemente brindados por denúncias desta natureza.


As duas caras da Veja sobre o 'austero' Arruda

A revista Veja chega às bancas neste sábado (5) com um exemplo talvez imbatível de confiança na falta de miolos e memória de seus leitores. Crucifica como "estrela" de "um dos mais repugnantes espetáculos de corrupção já vistos na história" o mesmo governador de Brasília que, na edição de 15 e julho último, era apresentado como modelo "de austeridade" e de que "é possível ser popular sem ceder às tentações do populismo".

A capa desta semana: pedras no 'austero' de julho

A edição de julho, trazendo nas Páginas Amarelas a entrevista laudatória com o governador José Roberto Arruda, do DEM, saiu "no mesmo dia em que o GDF [Governo do Distrito federal] fechava R$ 450 mil em compra de assinatura da revista Veja para a rede escolar", conforme recordou o jornalista Luis Nassif, em seu portal.

Naquela edição, o bandido corrupto de turno era o senador José Sarney (PMDB-AP). Ele aparecia na capa em uma foto com com os olhos vítreos; ao lado, a afirmação de que tinha "muito a explicar", pois documentos descobertos no Banco Santos "mostram uma conta secreta de US$ 870 mil movimentada em favor de José Sarney".

Afora a informação relevante, agregada por Nassif logo que estourou o escândalo brasiliense, tudo mais está na própria Veja. Em tempos de revolução informacional, o internauta não precisará nem vasculhar algum arquivo empoeirado para atestar a desfaçatez – que nem sequer vem acompanhada de uma tentativa de explicação como as colocadas na moda pela Folha de S.Paulo.

Recupere aqui a entrevista de julho, onde o jornalista Otávio Cabral levanta a bola para Arruda dizer que seu limite "é o limite ético. É não dar mesada, não permitir corrupção endêmica, institucionalizada. Sei que existe corrupção no meu governo, mas sempre que eu descubro há punição.

E compare agora com a revista deste fim de semana, onde Veja descreve "os quadrilheiros" da "turma do panetone" e "as cenas chocantes" e "acachapantes"do "esquema de corrupção montado no governo do DF".


"mais de mil palhaços no salão..."

veja só esta foto quando todos os DEMOS estiveram num encontro aqui em NATAL, nada mais, nada menos José Agripino E O LADRÃO do José Arruda, todos juntinhos, agarradinhos e encangados, que bunitinho para todo mundo lembrar e não ficar com a memória curta, de que J. Agripino é farinha do mesmo saco de José Arruda...

 

 

 

 

 

 

 

 

psiquiatria do SUS


Acho que o arquiteto não contava com a 'astúcia' do sol...




Comunismo sobreviveu à queda do Muro de Berlim

Postado em por osvaldobertolino

Vinte anos depois do desmoronar do “sistema socialista” mundial, partidos e movimentos comunistas  continuam a manter um considerável peso político em vários continentes.

Na China, Coreia do Norte, Vietnam, Laos, e Cuba os comunistas mantêm ainda o poder.

Na África do Sul ou Índia, conquistaram por via eleitoral uma fatia do poder.

Dos partidos comunistas afastados do poder, uns adaptaram-se e integraram-se em novas realidades políticas, como a maioria dos partidos comunistas do Leste e da Europa Ocidental, outros mantêm-se fiéis às suas referências e aos velhos ícones, como partido o comunista da Boémia-Morávia e outros ainda mantiveram o nome e os símbolos mas mudaram radicalmente a sua linha política.

Na Europa, os comunistas continuam a ter um peso político considerável em vários países.

O presidente cipriota Dimitris Christofias é membro do Partido Progressista do Povo Trabalhador.

Na Itália, onde os comunistas mantiveram um papel particularmente importante, três partidos com raízes comunistas fizeram parte do governo de centro-esquerda de Romano Prodi.

Entre eles, os Democratas de Esquerda, herdeiros da linha euro-comunista, mas também a Refundação Comunista, de linha mais “dura”.

O presidente italiani Giorgio Napolitano e o ex-ministro dos Estrangeiros Massimo D’Alema eram ambos dirigentes do velho PC italiano.

Os comunistas marcam igualmente forte presença na vaga de esquerda dos últimos anos na América Latina.

O Partido Comunista da Venezuela é muito próximo de Hugo Chávez e tenta inspirar uma frente de esquerda através do apoio a outros governos de esquerda como Cuba ou a Nicarágua.

O Partido Comunista do Brasil integra a coligação de esquerda liderada por Lula da Silva.

Com agências

 

Jocelin Bezerra - Brasil Um olhar sobre a cidade de Parnamirim

A cidade que cresce sem pedir licença, estrapola as fronteiras de macaiba, natal e nisia; um assalto por dia, o prefeito mente na rádio toda hora; de manhã, tarde e noite no Programa de Agnelo. na foto dos jornais nenhum escanda-lo, tudo em silencio, enquanto o juiz escolhe sua posição, condena ou não os que distribuiram várias feirinhas na eleição passada.

O transtorno do transito está patético, aumenta-se o numero de circulação de carra e administração ainda não percebeu que a cidade é grande e precisa de um projeto de circulação e fiscalização eficiente para o centro de Parnamirim. enqunato isso um carro é arrombado em frente a prefeitura, cotidianamente e ninguém diz nada, a maternidade para e os servidores gritam: chega de exploração, queremos sermos respeitados.

E os bastidores aninham-se e formulam suas saiadas, enquanto isso um trabalhador perde sua bicicleta em assalto a mãos armadas, a cidade está violenta e nem parece a antigo pacato povoado que só tinha movimeto em épocas de festas de bois.

Mais hoje o que me trouxe mais indignação foi a ausencia da árvore no mercado do centro, ao passar senti o local seco, quente e devastador; onde outroras era um local úmido, natural e ventilado; para essa gestão de Mauricio Marques é só esperar sempre o pior e engolir mais tres anos se suquinho papai...

O dia do livro

Este instrumento de registro, reflexão do ser humano, de produção literária e fonte da compreenssão histórica da vida humana; as vezes usam para manipular informações e dogmatizar verdades. o que seria da humanidade sem o livro? que sequencia cognitiva teria os estudiosos se o livro não existisse? qual seria o papel da escola sem o livro? o que seria dos professores sem sua ferramenta secular e futura de aprendizagem?

Com essas e outras perguntas sobre o livro, o senhor de todos os tempos porque conta a história de homens e mulheres; é fundamental lembrar desta nave que faz muita gente viajar sem sair do canto, que cria um mundo lúdico cheio de paisagem, pessoas cheias de vida e desesperadas, inspira o teatro e o cinema, enfim várias artes.

Este dia tem que ser lembrado por aqueles que se serviram do livro, para que a cultura do conhecimento esteja mais presente, ocupando o espaço das novas gerações e que elas se ocupem do livro, porque não tem outro caminho de inspiração, conhecimento, criatividade e oferta a paz e amor aos seres humanos.

Como diz Brecht, o livro é uma arma para aqueles que tem que assumir o camando, cabe a nós construir os novos rumos e deixar registrado nossa época. o ditado chinês é belo: "plante uma árvore, faça um filho e escreva um livro" - saudações a quem tem coragem...

 

JOCELIN BEZERRA - CELINO  

Emir Sader: Duas trajetórias distintas

Em que mãos você gostaria que estivesse o Brasil? Qual o verdadeiro diploma que cada um tem e que conta para construir um país justo, soberano e humanista?

Nas horas mais difíceis se revela a personalidade – as forças e as fraquezas - de cada um. Os franceses puderam fazer esse teste quando foram invadidos e tinham que se decidir entre compactuar com o governo capitulacionsista de Vichy ou participar da resistência. Os italianos podiam optar entre participar da resistência clandestina ou aderir ao regime fascista. Os alemães perguntam a seus pais onde estavam no momento do nazismo.

No Brasil também, na hora negra da ditadura militar, formos todos testados na nossa firmeza na decisão de lutar contra a ditadura, entre aderir ao regime surgido do golpe, tentar ficar alheios a todas as brutalidades que sucediam ou somar-se à resistência. Poderíamos olhar para trás, para saber onde estava cada um naquele período.

Dois personagens que aparecem como pré-candidatos à presidência são casos opostos de comportamento e daí podemos julgar seu caráter, exatamente no momento mais difícil, quando não era possível esconder seus comportamentos, sua personalidade, sua coragem para enfrentar dificuldades, seus valores.

José Serra era dirigente estudantil, tinha sido presidente do Grêmio Politécnico, da Escola de Engenharia da USP. Já com aquela ânsia de poder que seguiu caracterizando-o por toda a vida, brigou duramente até conseguir ser presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE) de São Paulo e, com os mesmos meios de não se deter diante de nada, chegou a ser presidente da UNE.

Com esse cargo participou do comício da Central do Brasil, em março de 1964, poucas semanas antes do golpe. Nesse evento, foi mais radical do que todos os que discursaram, não apenas de Jango, mas de Miguel Arraes e mesmo de Leonel Brizola.

No dia do golpe, poucos dias depois, da mesma forma que as outras organizações de massa, a UNE, por seu presidente, decretou greve geral. Esperava-se que iria comandar o processo de resistência estudantil, a partir do cargo pelo qual havia lutado tanto e para o qual havia sido eleito.

No entanto, Serra saiu do Brasil no primeiro grupo de pessoas que abandonou o país. Deixou abandonada a UNE, abandonou a luta de resistência dos estudantes contra a ditadura, abandonou o cargo para o qual tinha sido eleito pelos estudantes. Essa a atitude de Serra diante da primeira adversidade.

Por isso sua biografia só menciona que foi presidente da UNE, mas nunca diz que não concluiu o mandato, abandonou a UNE e os estudantes brasileiros. Nunca se pronunciou sobre esse episódio vergonhoso da sua vida.

Os estudantes brasileiros foram em frente, rapidamente se reorganizaram e protagonizaram, a parir de 1965, o primeiro grande ciclo de mobilizações populares de resistência à ditadura, enquanto Serra vivia no exílio, longe da luta dos estudantes. Ficou claro o caráter de Serra, que só voltou ao Brasil quando já havia condições de trabalho legal da oposição, sem maiores riscos.

Outra personalidade que aparece como pré-candidata à presidência também teve que reagir diante das circunstâncias do golpe militar e da ditadura. Dilma Rousseff, estudante mineira, fez outra escolha. Optou por ficar no Brasil e participar ativamente da resistência à ditadura, primeiro das mobilizações estudantis, depois das organizações clandestinas, que buscavam criar as condições para uma luta armada contra a ditadura militar.

No episódio da comissão do Senado em que ela foi questionada por ter assumido que tinha dito mentido durante a ditadura – por um senador da direita, aliado dos tucanos de Serra -, Dilma mostrou todo o seu caráter, o mesmo com que tinha atuado na clandestinidade e resistido duramente às torturas. Disse que mentiu diante das torturas que sofreu, disse que o senador não tem idéia como é duro sofrer as torturas e mentir para salvar aos companheiros. Que se orgulha de ter se comportado dessa maneira, que na ditadura não há verdade, só mentira. Que ela e o senador da base tucano-demo estavam em lados opostos: ela do lado da resistência democrática, ele do lado da ditadura, do regime de terror, que sequestrada, desaparecia, fuzilava, torturava.

Dilma lutou na clandestinidade contra a ditadura, nessa luta foi presa, torturada , condenada, ficando detida quatro anos. Saiu para retomar a luta nas novas condições que a resistência à ditadura colocava. Entrou para o PDT de Brizola, mais tarde ingressou no PT, onde participou como secretária do governo do Rio Grande do Sul. Posteriormente foi Ministra de Minas e Energia e Ministra-chefe da Casa Civil.

Essa trajetória, em particular aquela nas condições mais difíceis, é o grande diploma de Dilma: a dignidade, a firmeza, a coerência, para realizar os ideais que assume como seus. Quem pode revelar sua trajetória com transparência e quem tem que esconder momentos fundamentais da sua vida, porque vividos nas circunstâncias mais difíceis?

Fonte: Blog do Emir


quero comunicar aos amigos que o mais antigo numero de telefone foi achado e podem ligar, no 8805-3600.

A direita planta verde para colher maduro

Depois de ter se filiado ao PV, Marina Silva, percorre a suas articulações e bem quista pela midia e os bastidores, foi até formulada uma chapa por um colunista da revista: isto é, segundo este colunista, Marina Silva tem as caracteristicas social de Lula e as raizes politicas do pós Lula. Se observa a facilidade e a recepção que esta candidatura teve e tem da midia; já é uma campanha feita com suas articulações sintonizada a um campo "neutro e independente do PT e do PSDB", esta candidatura é bem parecida com aquela do Roberto Freire/89 e Heloisa Helena/06 que tentaram de dividir uma candiadtura de esquerda e progressista.

São candidaturas parecidas com as táticas em momentos diferentes, simpáticas a midia  e a própria direita que tem certeza da retirada de votos do campo adversário, para o embate o perfil se confunde e garante a parcela de campos definidos e as idéias da esquerda e os progressitas divididos; o perfil da candidatura Marina é de disputar o voto Lula e consequentemente o de Dilma Roussef.

O colunista da revista ISTO É, foi mais longe e paresentou uma chapa do ecologistas junto com os financistas; Marina representa os verdes, evangélicos, a parcela da esquerda e o voto Lula, enquanto Henrique Meireles representa a diretita disfarçada de BOM BURGUÊS, dos financistas, dos tucanos descolorido e da renovação direitosa.

Este é o ensaio que a extrema direita aposta, e que se ode acontecer algo inusitado, caso aconteça serra e marina estará tudo em casa nos seus planos, mais se serra não passar, terá a sua filha adotiva nos seus planos táticos.   

Celino...

O 4º poder em lamas e intrigas

entre as acusaçãoes de tvs o senado federal vive em ebulição, a extrema direita expõe a fratura exposta da corrupção e a extrema esquerda faz o jogo da direita politica do país; as contradições de um dúbio governo, optando pela prioridade de alianças ao centro e deixando de avaçar em processo mais evolutivo e progressista.

o poder da mídia continua sendo estratégico para combater as propostas mais avançadas e isto demostrará no novo embate político de 2010, as trocas de farpas de globo e record é apenas um jogo de cena, mais todas duas servem ao mesmo senhor, a burguesia e seus lacaios.

as produções destas emissoras são fielmente elitistas e elas reproduzem os principios e cultura da atual sociedade, a capitalista.

morte ao poder midiático, todo poder das emissoras aos moviemtos sociais, as agencais do povo!

 

Valter Pomar: A direita joga verde

Não sei se a senadora Marina Silva decidiu se fica ou sai do PT, se disputa ou não a presidência da República. Mas sua eventual candidatura já está sendo comemorada pela direita brasileira.

por Valter Pomar*

O troféu da babação foi para Danuza Leão, autora de um artigo intitulado “Quem tem medo da doutora Dilma” (Folha de S.Paulo, 16 de agosto). Segundo Danuza, “não existe em Dilma um só traço de meiguice, doçura, ternura (....) Lembro de quando Regina Duarte foi para a televisão dizer que tinha medo de Lula (....) Não lembro exatamente de que Regina disse que tinha medo, mas de uma maneira geral era medo de um possível governo Lula. Demorei um pouco para entender o quanto Regina tinha razão. Hoje estamos numa situação pior, e da qual vai ser difícil sair, pois o PT ocupou toda a máquina, como as tropas de um país que invade outro. Com Dilma seria igual ou pior (...) Minha única esperança, atualmente, é a entrada de Marina Silva na disputa eleitoral, para bagunçar a candidatura dos pe tistas (....) Seja bem-vinda, Marina. Tem muito petista arrependido para votar em você e impedir que (...) Dilma Roussef passe para o segundo turno”.


De maneira menos boçal, variantes deste raciocínio foram matéria de capa da Época (“Marina embaralha o jogo eleitoral de 2010”), da IstoÉ (“o Brasil não é só PT e PSDB”), bem como de textos publicados em Veja (que ainda não deu capa) e outras publicações.


Os que comemoram, não acreditam e geralmente não desejam que Marina possa ser presidente; acham apenas que ela pode atrapalhar uma terceira vitória do PT. Ou seja: sua candidatura é vista como linha auxiliar do PSDB, mais ou menos como o Partido Verde se comporta em vários estados do Brasil.


Como ficaria mal falar isto de maneira explícita, a grande imprensa faz três movimentos diversionistas: a) apresenta Marina como candidata de quem “manteve viva a utopia”; b) destaca a importância de incluir o meio ambiente no debate presidencial; c) diz que o Brasil deve escapar da falsa polarização entre PT e PSDB.


A verdade é que a direita não se incomoda com a defesa das utopias e do meio ambiente, desde que essa defesa não se materialize em atos de governo. Por isso, dirão o que for necessário para impedir uma vitória do PT nas eleições de 2010, pois sabem muito bem que nesta quadra da história não haverá presidente de esquerda, nem defesa efetiva do meio ambiente, sem o Partido dos Trabalhadores.


Neste sentido, a crítica à “falsa polarização PT e PSDB” tem o mesmo objetivo daquele discurso que fala que não existem mais diferenças ideológicas: quem se beneficia de ambos é a direita, que opera nos marcos do senso comum e das personalidades, não precisando demarcar diferenças, nem construir organizações coletivas.


Infelizmente, existem setores do PT que alimentam este discurso. Por exemplo, não por coincidência, a senadora Marina Silva, que em artigo intitulado “Renda básica na política” (FSP, 9/2/ 2009) defende que PT e PSDB, que “têm sido as forças mais estáveis no comando do país”, se unam “pelo resgate da política e por meio de um alinhamento ético”. Política de alianças adotada no Acre, segundo consta.


Acontece que estes dois partidos organizam a disputa política brasileira, exatamente porque representam dois projetos nacionais opostos e contrapostos: o neoliberal e o democrático-popular. Não é a disputa entre PT e PSDB que cria esta contraposição; é esta contraposição na vida real (algo que nossos velhos chamavam de luta de classes) que se traduz na disputa política entre os dois partidos.


Que essa disputa às vezes assuma formas mesquinhas, rebaixadas, pouco claras ou elegantes, é outro assunto. Mas enquanto aquela contradição de projetos for dominante na sociedade brasileira, enquanto petistas e tucanos representarem projetos opostos, não haverá aliança estratégica entre eles.


Neste sentido, quem tiver a ambição de construir uma terceira via entre PT e PSDB, viverá o mesmo dilema do PSOL em 2006: no segundo turno, dividir-se entre Alckmin e Lula. A direita sabe disto e joga verde apenas para colher serra. Motoserra.


*Valter Pomar é secretário de relações internacionais do PT

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]